
Fomos predestinados a ser quem realmente somos?
Ou será que tem alguma chance de existir um erro e acontecer uma troca de almas?
Por que às vezes sentimos como se não pertencêssemos a nossa própria vida?
Temos vontades que estão fora do nosso alcance, e todas aquelas frases de auto-ajuda não fazem sentido algum,
porque “não desistir de lutar” não vai te tornar mais forte,
“seguir sempre em frente” não vai fazer você chegar a lugar algum,
e “levantar a cabeça e sacudir a poeira” não vai mudar a sua visão do nada, e nem limpar a situação,
quando dizem que “milagres acontecem” e você tem a absoluta certeza de que o seu milagre é mais impossível do que um “levanta-te e anda” a um aleijado.
Por que o desejo de sumir substitui o desejo de viver?
Ou por que sua insatisfação com sua própria vida não é suficiente pra que o desejo seja morrer?
Já sentiu como se estivesse vendo sua vida numa cadeira de cinema, vendo a si mesmo como um ator que não sabe atuar na própria vida?
Me senti exatamente assim uma vez, estava sob o efeito de alucinógenos, me vi vivendo uma vida que não era minha, me perguntava desesperada por que eu não me movia, por que não existia mais força de vontade para ser quem sou por dentro, abismada por não conseguir transparecer a pessoa que vive dentro de mim.
A pessoa que há em mim não se importa em ser julgada, despreocupada, sem dramas, ela grita, ela bebe, fuma, não tem medo de errar, magoa por que não engole suas dores como espinhos que machucam só a si mesma, para a pessoa que vive em mim, não há palavras de perdão que curem a dor de machucar um ser amado,luta por seus interesses e ideais, ela chora, ela foge, anda sem rumo, é livre.
Sóbria, vejo minha vida do meu exato ponto de vista, presa nas janelas da alma, janelas de aço, o reflexo de um vazio, atrás se esconde minha alma, com medo da liberdade, poucas vezes com vontade suficiente para tentar sair, lutando em vão na tentativa de ultrapassar o aço.
As vezes me pergunto se quem olha nos meus olhos é capaz de perceber a batalha que se trava atrás do olhar seguro.
É lamentável que em tão poucas vezes eu tenha sido quem eu supostamente deveria ser.
eu tenho que descobrir teu blog pelo twitter.
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mas adorei a FINALMENTE iniciativa.
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